Quero ousar em minhas pinturas, fazer as maiores e melhores obras, superar a minha técnica e ir além aonde ninguém nunca chegou aos seus limites das pinceladas, das gestualidades, das aceleradas e freadas. Quero saborear novas cores, descobrir novas texturas, experimentar novos pincéis e sentir o aroma do novo papel, pronto para ser preenchido. Quero explorar novas luzes e percorrer as curvas e manchas, deixar a água escorrer e ver seu percurso imprevisível espalhando sobre a superfície. Permitindo que um novo desenho se forme.
Ao mesmo tempo eu sinto medo, medo de correr o risco, medo de cometer erros e me frustar em obras inacabadas. Vem a insegurança do temor e do fracasso. Das rejeições, de horas e horas ficar trabalhando em algo que não foi bem sucedido. Ao final de tudo, todo o meu esforço foi levado em vão.
Eu não consigo prever o futuro, mas eu sei que não estou para viver livre do desconforto do arrependimento e do sacrifício, de me colocar em risco, a seguir o único caminho para a vida abundante na qual eu fui chamado para um propósito. E esta obra eu sei que é para sempre.
Ele me persegue.
Exposição 1/3200 sec • Abertura f/5.6 • Lente Focal 300 mm • ISO 400
Esse Lincoln é um artista-poeta.
ResponderExcluirAí, Lincoln, melhorou na redação, heim?!
Muito bom.
uuoow!
ResponderExcluirverdade lincao! haha
curti o texto! ta virando poetaa! =]
xD